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Parceria cria produto complementar ao seguro tradicional, com uso de pontos de fidelidade e foco na redução de custos em caso de sinistro

A Korsa Riscos & Seguros e a Ipiranga anunciaram o lançamento do Seguro Franquia KMV, desenvolvido para usuários do programa de fidelidade KMV. A contratação é feita diretamente pelo aplicativo, com possibilidade de uso de pontos acumulados para obtenção de descontos.

O produto atua como complemento ao seguro tradicional de veículos, cobrindo o valor da franquia em casos de sinistro, como colisões. A proposta é reduzir ou até eliminar esse custo para o segurado, agregando uma camada adicional de proteção financeira.

O Seguro Franquia KMV é válido para carros, motos e bicicletas e permite a vinculação de múltiplas apólices ao mesmo CPF. Com isso, clientes com mais de um seguro podem concentrar a proteção em uma única solução, desde que os contratos estejam em seu nome.

Além da cobertura da franquia, o produto inclui benefícios adicionais, como proteção por morte acidental, despesas médicas hospitalares e odontológicas (DMHO) e sorteios mensais. As opções de cobertura chegam a R$ 4 mil, R$ 6 mil ou R$ 8 mil, conforme o plano contratado.

Segundo Roberto Rubio, Diretor de Produtos Digitais da Ipiranga, o objetivo do KMV é simplificar a rotina dos usuários ao transformar pontos em benefícios com impacto direto no bolso. "A parceria com a Korsa reforça nossa estratégia no ecossistema de posto completo da Ipiranga, com serviços que fazem a diferença na vida dos nossos mais de 38 milhões de clientes", afirma o executivo.

A contratação é totalmente digital, e o acionamento ocorre após o uso do seguro principal, com processo de reembolso simplificado. O produto conta com carência de cinco dias e é regulamentado, tendo a Seguradora Sura como responsável. Mais informações podem ser obtidas no aplicativo KMV.

A parceria estará disponível aos usuários até o fim da primeira semana de abril, com adesão integralmente digital pelo aplicativo. Ao incorporar a solução, o KMV passa a oferecer uma alternativa voltada à redução de custos em momentos de sinistro, um dos principais pontos de impacto para quem já possui seguro veicular.

A iniciativa amplia o portfólio de serviços dentro do ecossistema da Ipiranga, ao combinar benefícios de fidelidade com soluções securitárias. A integração entre a capilaridade da rede de postos e a atuação da Korsa busca atender uma demanda recorrente dos consumidores: a diminuição de custos em situações de sinistro.

"A expectativa é positiva, pois reunimos a Ipiranga, com milhões de clientes em seu programa de relacionamento, e a Korsa, que atua há mais de 32 anos em seguros e gerenciamento de risco, com especialização nos setores de transporte, logística e mobilidade, além do desenvolvimento de soluções personalizadas", destaca James Theodoro, CEO da Korsa.

Foto: Divulgação/Korsa

Parceira Institucional

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O Congresso Nacional prorrogou por mais 60 dias a vigência da Medida Provisória nº 1.343/2026, que trata das regras relacionadas ao Piso Mínimo do Frete do transporte rodoviário de cargas e à obrigatoriedade do cadastramento das operações com emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

A extensão ocorre automaticamente quando a análise da medida não é concluída dentro do prazo inicial previsto pela Constituição Federal, mantendo a MP em vigor durante a tramitação no Congresso Nacional, onde é analisada a sua conversão em Lei. O ato de prorrogação foi publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (11).

A Medida Provisória busca fortalecer a fiscalização do cumprimento do Piso Mínimo do Frete, além de ampliar os mecanismos de controle e rastreabilidade das operações por meio do CIOT.

Na prática, a prorrogação da vigência da MP não altera os prazos já estabelecidos pela Resolução nº 6.078 e pela Portaria nº 06/2026 (que vigoram a partir de 24 de maio) da ANTT no que se refere ao início do cadastramento obrigatório das operações e regras para emissão do CIOT.

 

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A ABTI segue acompanhando as dificuldades enfrentadas pelos transportadores brasileiros no Complexo Terminal de Cargas (COTECAR), em Paso de los Libres, especialmente após a implementação do pagamento eletrônico obrigatório da tarifa de estadia do recinto.

A mudança veio acompanhada do aumento da taxa de estacionamento, mas sem qualquer melhoria perceptível na infraestrutura, na agilidade operacional ou nas condições oferecidas aos motoristas. Pelo contrário, mais de quarenta dias após a adoção do novo sistema, persistem filas e atrasos para os veículos em operação, submetendo todos os profissionais envolvidos na operação a condições incompatíveis com a relevância estratégica da fronteira para o comércio exterior do Mercosul.

Os meios de pagamento seguem sendo uma problemática. O pagamento ocorre obrigatoriamente no momento da saída do veículo do recinto, influenciando diretamente na formação de filas. A Associação apresentou várias sugestões buscando minimizar os impactos operacionais da medida. Entre elas, pedidos para melhor gestão do fluxo de pagamentos, alternativas eletrônicas mais compatíveis com a realidade das transportadoras brasileiras e a implementação de guichês ou mecanismos prévios de quitação antes da movimentação dos veículos, como ocorre em outras fronteiras. Entretanto, não houve acolhimento efetivo dessas propostas.

Embora a disponibilização do pagamento via PIX para os brasileiros demonstre boa vontade, a solução segue limitada, já que depende da utilização de contas pessoais dos motoristas (vinculadas a seus CPFs) e de um cadastro no “posnet” (dispositivo para aceitar pagamentos) na hora que demanda tempo em um local onde deveria ser garantido um fluxo ágil, longe de atender à dinâmica operacional das transportadoras.

Como consequência, passou a surgir também a prática inadequada de contratação de terceiros com contas argentinas para realizar os pagamentos, situação que novamente transfere mais custos ao setor privado, por meio da cobrança de taxas de intermediação apenas para viabilizar uma obrigação operacional criada sem a devida adaptação à realidade dos estrangeiros.

A situação evidencia, mais uma vez, a dificuldade histórica da fronteira de Paso de los Libres em compreender e incorporar as necessidades do setor transportador às decisões operacionais adotadas por órgãos públicos e pela administração do recinto. O setor privado, que efetivamente sustenta o fluxo comercial e transporta as riquezas que circulam entre os países do Mercosul, continua sendo submetido a procedimentos pouco eficientes, sem diálogo prático e sem disposição concreta para construção de alternativas viáveis.

É importante destacar que a ABTI jamais se posicionou contra a adoção de mecanismos eletrônicos. Da mesma forma, o atual reajuste da tarifa de estacionamento foi compreendido pela Associação como uma medida legítima, desde que acompanhada de melhorias operacionais e estruturais compatíveis com os valores e com a relevância do recinto.

No entanto, até o presente momento, não se verificou qualquer evolução concreta neste sentido. Os pleitos apresentados pela Associação à administração do COTECAR, às autoridades argentinas responsáveis e mesmo às autoridades brasileiras, seguem sem respostas efetivas.

A ABTI repudia a desatenção e a postura irredutível demonstrada pelas autoridades diante da realidade operacional da fronteira, ignorando os impactos causados à competitividade do comércio internacional da região.

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