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Na última semana, dia 27/8, a Vice-presidente Executiva da ABTI Gladys Vinci participou como painelista do evento “O Novo Processo de Exportação”, promovido pelo Procomex em São Paulo.

Com mais de 500 participantes do setor de comércio exterior, o evento contou com representantes da RFB, SECEX, ANVISA, MAPA, DFPC, MCTI, INMETRO, SEFAZ/SP, SEFAZ/PR, SEFAZ/SC, SERPRO e organizações privadas, promovendo um ambiente de diálogo, troca de experiências e alinhamento estratégico sobre os próximos passos do Novo Processo de Importação (NPI).

“Sabemos que [o NPI] é uma evolução contínua, que só será alcançada com a colaboração de todos os envolvidos”, declarou na abertura do evento o Coordenador Executivo do Procomex, John Mein.

Gladys compôs o painel “O Fluxo da Carga no Novo Processo de Importação”, junto de representantes da Receita Federal, Multilog, GRU Airport e BTP. As transformações no modelo operacional e os desafios e oportunidades na agilidade da liberação foram os focos do debate.

Sua fala abordou as previsões sobre os impactos do novo processo sobre o setor rodoviário. Apesar de o Despacho Antecipado de DUIMP ainda não ser aplicado no modal rodoviário, ela destacou esforços que permitem preparar-se para as novidades, como o uso do Sistema VAI na fronteira de Uruguaiana. Apesar disso, destacou gargalos existentes: “a expectativa para todos nós é enorme. Mas o que vemos é o quanto falta de informação antecipada para podermos agilizar o processo. Ainda necessitamos trabalhar muito em integração, antecipação de dados e profissionalização”.

Ao longo dos demais painéis e apresentações, abordou-se a nova era do controle administrativo das importações, em que foram apresentados esclarecimentos sobre dúvidas recorrentes, exemplos práticos e projeções futuras. Representantes das Secretarias de Fazenda Estaduais trouxeram a visão sobre o avanço da integração ao NPI, destacando as adequações necessárias e a aplicação real das novas regras.

Os participantes ainda tiveram a oportunidade de acompanhar respostas práticas para questões diretamente ligadas ao dia a dia das empresas, relacionadas com a DUIMP, o Catálogo de Produtos, os atributos, os impactos da Reforma Tributária, o Drawback e as importações de produtos usados. Além disso, foram discutidos os caminhos da tecnologia e da conectividade como pilares para a automação de processos.

O evento reafirmou a importância da colaboração entre governo e setor privado para o sucesso do Novo Processo de Importação, que se consolida como um marco na modernização e eficiência do comércio exterior brasileiro.

A gravação do evento completo pode ser assistida pelo Youtube.

Acesse as apresentações de slides dos palestrantes.

Confira as fotos do evento.

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O Executivo emitiu decretos que garantem a continuidade institucional da Dirección Nacional de Vialidad (DNV).

O Governo da Argentina retrocedeu nas modificações aplicadas a organismos estatais, incluindo a Dirección Nacional de Vialidad (DNV), mais conhecida como Vialidad Nacional, e outros órgãos relacionados ao transporte e trânsito do país, que haviam sido dissolvidos em julho.

A decisão foi tomada depois de que a Câmara de Deputados e o Senado rejeitaram as mudanças pretendidas. A medida se deu nesta quarta (3/9), com a publição do Decreto 627/2025 no Boletim Oficial.

No que tange o transporte, o governo determinava, além da eliminação de Vialidad, o fim da Comisión Nacional del Tránsito y la Seguridad Vial, e da Agencia Nacional de Seguridad Vial (ANSV). Também a reorganização da Comisión Nacional de Regulación del Transporte (CNRT), que passou a se chamar Agência de Controle de Concessões e Serviços Públicos de Transporte. 

Todos estes órgãos serão reestabelecidos ou manterão suas funções. 

Com a rejeição pelo Congresso, o Executivo afirmou que a manutenção era necessária para garantir a continuidade operacional do Estado e resguardar princípios fundamentais como a boa administração. 

Para rejeitar as mudanças, o legislativo havia apontado a falta de justificativa para eliminar organismos como a própria Vialidad Nacional. Outros órgãos estatais foram reestabelecidos.

 

 

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O diretor do Banco Central da República Argentina (BCRA), Federico Furiase, esclareceu nesta terça-feira (2/9) os motivos que levaram o governo a intervir no mercado de câmbio diante da recente volatilidade do dólar. Em entrevista à TV, negou que a medida represente uma mudança brusca de rumo na política econômica.

Segundo Furiase, o esquema de bandas cambiais segue inalterado, com atuação do BCRA apenas nos limites inferior e superior. "O que ocorreu foi uma situação pontual para prover liquidez de dólares e garantir o bom funcionamento do mercado de câmbio", afirmou, destacando que a operação foi coordenada com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O diretor também atribuiu a decisão ao "ruído político" típico do período eleitoral, que, segundo ele, tem gerado movimentos especulativos e elevação do dólar com baixo volume de operações.

Em resposta às críticas, Furiase descartou mudanças estruturais no sistema de bandas ou no plano econômico, reforçando que se trata da primeira intervenção efetiva no câmbio. Ele ressaltou ainda que, no último ano, o governo conseguiu reduzir a inflação a cerca de 2% mensal, com crescimento econômico de 6% interanual, resultado que, segundo ele, demonstra a consistência do programa de estabilização.

Nos últimos dias, o aumento da demanda por dólares levou a cotação da moeda próxima ao teto da banda estabelecida pelo governo em 1.467 pesos por dólar, limite a partir do qual o Banco Central pode intervir no mercado.

Até então, o governo vinha elevando a taxa de juros de referência do país numa tentativa de contar a alta do dólar, mas a estratégia não se mostrou suficiente.

Após um dia de fraco volume de negócios na segunda-feira, por causa do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o peso caiu mais de 2% frente ao dólar nesta terça-feira, em relação à cotação de fechamento da semana passada.

A cotação, que chegou a se aproximar de 1.400 pesos por dólar, situou-se nesta terça-feira em 1.375 pesos por dólar após o anúncio, uma queda de cerca de 1%.

O secretário de Finanças, Pablo Quirno, anunciou que a partir deste mês o Tesoro utilizará seus dólares para intervir câmbio e controlar a cotação da divisa.

Com informações de La Nación

 

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