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A Comissão Europeia validou, na semana passada, o texto final do tratado Mercosul-UE. O documento segue agora para análise dos Estados-membros e do Parlamento Europeu, com expectativa de assinatura em dezembro, em Brasília, durante a cúpula do Mercosul.

A entrada em vigor do acordo, que prevê a desgravação tarifária de centenas de produtos, pode resultar em mais de US$ 7 bilhões em exportações adicionais para o Brasil e criar um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.

O pacto eliminará tarifas sobre automóveis, máquinas, produtos farmacêuticos, vinhos e bebidas, chocolate e azeite.

Para resguardar os agricultores europeus, o acordo impõe limites às importações preferenciais do Mercosul: 1,5% da produção de carne bovina e 1,3% da produção de aves.
A UE é atualmente o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o valor total das exportações brasileiras para o bloco cresceu, em média, 10%, alcançando US$ 48,3 bilhões.

Junto ao acordo com o Mercosul, a Comissão Europeia apresentou suas propostas para concluir o Acordo Global Modernizado UE-México. As duas iniciativas, em conjunto, formam a maior zona de livre comércio do mundo e diversificam as relações comerciais do bloco com a América Latina.

O acordo com o México moderniza o atual pacto comercial, que já movimenta mais de 70 bilhões de euros por ano, aumenta a proteção para 568 produtos tradicionais e elimina tarifas — que hoje chegam a 100% — sobre algumas exportações agrícolas, aumentando a competitividade europeia no mercado mexicano.

As propostas incluem dois instrumentos jurídicos para cada pacto: um acordo completo, que exige ratificação por todos os Estados, e acordos provisórios, válidos apenas nas áreas de competência exclusiva da UE.

Com informações de Canal Rural

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) dará início à Operação Nacional de Mapeamento de Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes às margens das rodovias federais.

A ação integra o Projeto Mapear, iniciativa estratégica da PRF que percorre toda a malha viária federal para identificar locais de aglomeração de pessoas e ambientes que possam favorecer a ocorrência desse tipo de crime.

Por meio de uma metodologia própria, desenvolvida pela instituição, cada ponto levantado será analisado e classificado em quatro níveis de risco: baixo, médio, alto ou crítico. Essa classificação permite direcionar com maior precisão as políticas públicas, as ações de fiscalização e o trabalho integrado com órgãos de proteção e garantia de direitos.

O Projeto Mapear tem caráter preventivo: ao identificar previamente os locais mais vulneráveis, busca-se impedir que a exploração sexual de crianças e adolescentes aconteça, garantindo maior proteção à infância e à juventude nas rodovias brasileiras.

Em 2023, ano do último mapeamento, foram cadastrados 17.687 pontos de vulnerabilidade. A região com o maior número de pontos de vulnerabilidade registrados é o Nordeste, com 6.532 locais, seguido pelas regiões Sudeste (5.041), Sul (2.474), Centro-Oeste (2.210) e Norte (1.430). 

Como os transportadores podem proteger as crianças

As edições do Projeto Mapear contam com o apoio da Childhood Brasil, organização não governamental que atua na proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

Um dos pontos de atuação da Childhood é através do Programa Na Mão Certa, uma iniciativa que objetiva sensibilizar, conscientizar e mobilizar os profissionais do setor de transporte de carga a atuarem como agentes de proteção dos direitos de crianças e adolescentesA ABTI aderiu ao programa em 2024 e convida os associados a conhecer a iniciativa e aderir ao Pacto Empresarial contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras.

Saiba mais aqui.

Com informações de PRF

Foto: Divulgação/PRF

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Com 75% das obras concluídas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que ligará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, pode estar disponível para trânsito já no primeiro semestre de 2026, mesmo com trechos ainda em estrada de terra.

A previsão foi feita nesta quarta-feira (3) pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante a Rodada de Negócios Brasil–Chile, realizada na sede da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

O encontro reuniu autoridades e empresários dos dois países para discutir cooperação bilateral, parcerias empresariais e projetos estratégicos. A Rota Bioceânica é um dos principais pontos de integração previstos, conectando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Entusiasmada com o andamento da obra, a ministra destacou que a ponte ficará pronta no primeiro semestre de 2026, mas que a parte mais demorada será a construção da alça, prevista para o fim do mesmo ano. No momento, as equipes trabalham no carro de avanço para unir os dois lados da estrutura e na instalação das grades de proteção.

"Como a alça não precisa estar totalmente pronta para as pessoas trafegarem, nós já poderemos fazer turismo no deserto do Atacama e eles poderão vir conhecer Campo Grande, o Pantanal, Bonito, enfim, toda a região de Mato Grosso do Sul ainda no primeiro semestre. Ou seja, com a ponte pronta, ainda que haja algum pequeno trecho de estrada de terra, já podemos trafegar, seja para o turismo, seja para aproximar na área da culinária, seja, o que é mais importante ainda, para os investimentos", afirmou a ministra.

Com informações de Campo Grande News

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