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Gaúchos rogam por melhor infraestrutura rodoviária PDF Imprimir E-mail
NEWS-29-07-2010-1-1 Se uma oração pudesse ser feita ao presidente Lula e comitiva que estarão hoje no Rio Grande do Sul, ela começaria com um rogai por nós, senhor presidente, em favor de rodovias, novas ou duplicadas. Pelos nossos aeroportos, pelas nossas indústrias com inovação de produtos com mais valia e para que o Brasil não continue a exportar apenas matérias-primas e minerais.    Mas por mais que o Estado apele a todos os santos, os milagres estão escassos.
O Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) dá exemplo, ao montar um novo viaduto em 56 horas em Canoas. Por que obras rodoviárias ultrapassam prazos, como a BR-101, entre Osório/RS e Palhoça/SC, e a ERS-118, e a ERS-010 continua uma quimera? Ainda bem que a duplicação da BR-116/Sul, ligando Porto Alegre a Pelotas, será lançada pelo presidente. Mas a Capital continua asfixiada, sem alternativas. Existe uma sensação de que temos muito espetáculo e pouco crescimento.
A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), sobre o consumo dos combustíveis, arrecadou, nos últimos oito anos, R$ 65 bilhões, mas apenas 1/3 deste montante foi gasto nas BRs. As contas do País estão se esfarelando e, como a recuperação econômica mundial é lenta, estamos vendendo muito, porém importando mais. O real está sobrevalorizado e o dólar deveria custar hoje R$ 2,30, segundo os melhores analistas de câmbio.

Com o dólar barato, cerca de R$ 1,80, é fácil vender para o Brasil e difícil comprar aqui, uma combinação demoníaca. A China, espertamente, mantém substancialmente subvalorizado o yuan, também conhecido como renminbi. A senadora Katia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), alerta que as nossas exportações dependem das commodities agrícolas, mas o comércio exterior fechou o semestre com alarmante déficit de US$ 23,7 bilhões. Até o final do ano, poderá chegar a US$ 49 bilhões, o pior resultado desde 1947. Falta-nos uma estratégia desenvolvimentista, onde as rodovias são fundamentais. A energia também não dá conta da retomada da economia, com um PIB projetado em 7,2% em 2010. Importamos bens industriais e suamos para escoar as exportações em portos com atraso tecnológico, por onde só é fácil contrabandear produtos chineses. É urgente que o Brasil produza bens industriais e serviços, diminuindo as importações similares.
Além disso, os juros altos atraem capitais estéreis e em busca do lucro. Estradas, tanto da União quanto do Estado, é isso que o Rio Grande quer. Por justiça, assinalamos que o governo federal promoveu a desoneração da subvenção de empresas para financiar a pesquisa tecnológica, regulamentou o drawback que isenta de tributos a compra de insumos no mercado interno com base na exportação realizada no período anterior, e desonerou do IPI, PIS e Cofins especial as compras feitas para construir ou reformar estádios para a Copa de 2014.
Também eliminou o redutor do Imposto de Importação sobre autopeças. Elevou a valor máximo dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida 2, que passará de R$ 60 mil para R$ 75 mil, e esses imóveis pagarão menos PIS, Cofins, CSLL e IR, com a alíquota somada caindo de 6% para 1%. Presidente Lula, os anarquistas modernos se servem com vantagem das doutrinas do federalismo para desunir os estados como o Rio Grande. Não permita isso, fazendo aqui o que é preciso.

Fonte: Jornal do Comércio
 

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