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| Caminhoneiros enfrentam transtornos |
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Os cerca de 400 caminhoneiros brasileiros que ingressam diariamente no Chile estão enfrentando problemas desde o terremoto de sábado. A grande maioria das cargas brasileiras tem como destino Santiago, mas já ficaram paradas logo na fronteira da Argentina com o Chile, em Los Andes. A previsão da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) é de que, em um primeiro momento, o fluxo de caminhões brasileiros caia em 50%.O motorista Ivan Gautie, 32 anos, foi um dos que ficaram três dias na fronteira e só foram liberados ontem pela manhã. Ele então se comunicou com a empresa em que trabalha: – Achar um telefone que funcione por lá é difícil. Ele contou que, mesmo que o problema maior não tenha sido em Santiago, muitas rodovias e pontes ficaram danificadas. Até deixarem tudo com um mínimo de segurança, trancaram a passagem dos caminhoneiros antes, em Los Andes, onde é seguro – afirma o gerente de frota da Polivias, Valdir Bengivenga. O uso de vias alternativas, que não estão preparadas para o trânsito de cargas pesadas, também deixa o fluxo lento, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Mercosul, Jorge Frizzo. Já o presidente da ABTI, José Carlos Becker, destaca que lentidão é sinônimo de mais diárias para o caminhoneiro e, portanto, prejuízo para as empresas: – Estamos bastante preocupados. Um caminhão parado custa US$ 500 por dia. FONTE: ZERO HORA (02/03/10) |